
Eleições e Ecologia Integral
Cardeal Leonardo Steiner / Arcebispo de Manaus
“Eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento que parecem incapazes de garantir o respeito do meio ambiente” ( Papa Bento XVI).
Na Carta encíclica Laudato Sí, publicada em 2015, Papa Francisco defende que o cuidado com o meio ambiente é inseparável da justiça social, da dignidade humana e da vida em sociedade. A ecologia integral demonstra que tudo está interligado na Casa Comum: a crise ambiental não está isolada; ela se conecta diretamente à economia, à cultura, aos estilos de vida e à forma como tratamos os seres.
Por isso a ecologia não está associada somente a derrubada de florestas, a extinção de animais e a poluição do ar, mas também às múltiplas consequências do modelo econômico que levou o planeta ao estado atual de degradação social e ambiental.
A necessidade do cuidado da Casa Comum, levou a Igreja Católica no Brasil a apresentar oito vezes, no tempo da quaresma, a realidade do meio ambiente. Essas Campanhas da Fraternidade desejavam acordar as comunidades e a sociedade brasileira, através da reflexão discussão e oração, para responsabilidade com a Ecologia integral.
Estamos experimentando, sempre com maior frequência, fenômenos que causam destruição e, por isso, pobreza, trazendo a percepção de que a terra será inabitável sem o cuidado da casa Comum. Os cientistas têm insistido na necessidade de uma mudança de horizonte de compreensão e ação se desejamos habitar em harmonia, fraternidade e justiça.
Votar é expressão da democracia! A participação do cidadão, da cidadã, de oferecer a sua contribuição no cuidado do bem comum. O meio ambiente é um bem comum! É necessário escolher pessoas, mulheres e homens, que estejam dispostos a cuidar do bem comum do meio ambiente no Executivo e no Legislativo, do Estado brasileiro e nos estados da federação. Especialmente nós que habitamos na Amazônia.
Eleger para o legislativo e o executivo mulheres e homens dispostos a eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento para garantir o respeito do meio ambiente. Na responsabilização pela Casa comum elaborem e aprovem leis que não seja da destruição, mas da fraternidade universal. Ao legislar em favor da Casa Comum, legislem para o bem dos povos indígenas, os povos que vivem nas florestas.
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O projeto ‘Encantar a Política’ tem a proposta de compreender a política como serviço ao bem comum, ensino social, à dignidade humana e à defesa da Casa Comum. É uma iniciativa inspirada na Doutrina Social da Igreja e nas encíclicas Fratelli Tutti entre outras. Siga nosso instagram https://www.instagram.com/encantarapolitica/