Nota Pública do Movimento Nacional Fé e Política (MNFP) – Escolher a democracia e a soberania do Brasil
MNFP – Movimento Nacional Fé e Política
Esta será a eleição mais importante desde 1989 (primeira eleição direta para presidente após o fim da ditadura): a escolha é entre a continuidade da democracia ou a volta das políticas do governo Bolsonaro e o estabelecimento progressivo de um regime ditatorial.
Eleger Flávio Bolsonaro será retomar a destruição realizada por aquele governo: o descaso com a saúde pública (com 700 mil mortes na Pandemia da COVID-19), a redução dos recursos para a educação pública, a destruição do meio ambiente, a devastação da Amazônia, o congelamento do salário-mínimo, o aumento do desemprego, a privatização da Petrobras, a entrega das riquezas do Brasil (minérios, terras raras) aos Estados Unidos de Donald Trump, a submissão do nosso país aos interesses de um governo estrangeiro. O governo Trump está apoiando o candidato Flávio Bolsonaro, de olho nas promessas que ele fez de subserviência àquele país. A família Bolsonaro atua junto ao governo Trump para impor tarifas (tarifaço) às exportações e outras sanções ao Brasil (inclusive ameaçando o PIX) como forma de pressionar o governo Lula a ceder às exigências dos EUA. É uma verdadeira traição à pátria. Se Flávio se tornar presidente, nosso país voltará a ser uma espécie de colônia, desta vez submissa ao “imperador” Trump.
No governo Bolsonaro, houve ataques sistemáticos à liberdade de imprensa e a jornalistas, especialmente mulheres, toda vez que publicavam matéria desfavorável ao governo. Foi montado um “gabinete do ódio” dentro do governo estimulando versões falsas (fake news) e organizando ataques digitais a pessoas ou grupos adversários do bolsonarismo. Em outras palavras, vivia-se um clima de ameaça, de ódio, para quem pensava diferente.
Flávio Bolsonaro é conhecido, desde o tempo de deputado estadual, por suas práticas corruptas: uso das “rachadinhas” no seu gabinete (os funcionários doavam parte de seu salário para o deputado), compra de vários imóveis com dinheiro vivo, compra de uma mansão de 6 milhões de reais em Brasília, relação muito próxima com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, ao qual pediu 134 milhões de reais (e recebeu pelo menos 70 milhões). Flávio tentou negar, mas depois teve de reconhecer a mensagem de áudio que enviou a Vorcaro. E até hoje não prestou contas do uso deste dinheiro, que é, em parte, público. Sabe-se que foi enviado para uma conta no Texas (EUA), pertencente a um advogado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro. Além do mais, tem forte relação com as milícias: empregou parentes de miliciano, elogiou e condecorou matador na prisão, entre outras atividades suspeitas.
O governo Lula passou os quatro últimos anos reconstruindo as políticas que haviam sido arrasadas por Bolsonaro:
Saúde: retomou o investimento na saúde (o SUS), restabeleceu o programa nacional de vacinação pública que tinha sido desprezado no governo Bolsonaro. Relançou o Programa Farmácia Popular.
Educação: aumentou os recursos para a educação, investiu nas universidades, criou novos Institutos Federais.
Restabeleceu o aumento real do salário-mínimo (aumento acima da inflação) que tinha sido interrompido no governo Bolsonaro,
Promoveu a geração de empregos, inclusive formais, de modo que a taxa de desemprego chegou a seu nível mais baixo desde 2012.
Revalorizou o Programa Bolsa-Família e também o Minha Casa, Minha Vida, e conseguiu reduzir a fome nas famílias mais pobres (o Brasil saiu do Mapa da Fome).
Defendeu o direito das pessoas de terem sua própria opinião, sem receio de serem perseguidas, como se deve numa democracia.
Frente às ingerências dos Estados Unidos em nossa disputa eleitoral, o governo Lula tem defendido a soberania do nosso país, afirmando nossos direitos enquanto nação livre e independente.
Lula nunca pediu dinheiro a Daniel Vorcaro. Foi no seu governo que o Banco Central fechou o banco Master e interrompeu suas fraudes. No seu governo, a Polícia Federal pôde agir com autonomia, sem interferências.
Esta não é uma eleição comum: é uma escolha entre democracia ou regime ditatorial. Frente aos riscos que representaria um novo governo “Bolsonaro”, temos de eleger o candidato presidencial comprometido com a democracia e com a soberania do Brasil: Lula. E votar em deputados/as, senadores/as e governadores/as defensores da democracia e da justiça social.
Brasil, 20 de setembro de 2026
Véspera do início da primavera
Leia o documento na integra: Nota pública da Comissão Brasileira Justiça e Paz SOBRE O PRIMEIRO TURNO DAS ELEIÇÕES DE 2026
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