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Que sociedade queremos construir a partir da urna eletrônica?

Que sociedade queremos construir a partir da urna eletrônica?

Vívian Marler / Projeto Encantar a Politica

No segundo turno, a reflexão sobre escolhas pode ir além das disputas políticas. Que sociedade queremos construir e como cada pessoa pode contribuir para que ninguém fique para trás?

Em meio às conversas sobre o segundo turno das eleições de 2026, uma pergunta merece espaço. Como transformar preocupação com o futuro em cuidado concreto com as pessoas? A resposta passa pela escuta, pela solidariedade e pela atenção às condições de vida de quem enfrenta maiores dificuldades.

O acesso à saúde, à alimentação, à renda, à educação e à moradia digna não é um tema abstrato. Ele aparece no cotidiano das famílias que precisam de atendimento, de medicamentos e de apoio para atravessar momentos difíceis. O Sistema Único de Saúde (SUS), por seu caráter universal, faz parte dessa rede de cuidado e atende pessoas com diferentes condições econômicas, inclusive quem não tem plano de saúde ou precisa de serviços que também integram a rede pública. A Farmácia Popular, por sua vez, é uma das iniciativas que ajudam a ampliar o acesso a medicamentos.

Também é necessário olhar com atenção para os direitos e as necessidades de povos indígenas e comunidades quilombolas. Respeitar seus territórios, culturas e formas de organização é parte do compromisso com a dignidade humana. Políticas públicas e projetos sociais podem contribuir para esse cuidado, desde que sejam avaliados pelos resultados, pela continuidade e pela participação das próprias comunidades.

A sociedade civil também tem um papel importante. Empresas, organizações e comunidades podem apoiar projetos sociais, desde que as parcerias sejam transparentes, respeitem os direitos das pessoas envolvidas e respondam a necessidades reais. A solidariedade não substitui a responsabilidade do poder público, mas pode somar esforços e fortalecer iniciativas que promovam autonomia e bem-estar.

À luz do Evangelho, ajudar o próximo não é apenas um gesto de caridade individual, é reconhecer a dignidade de cada pessoa e trabalhar por relações e estruturas que protejam a vida. Isso pede conversas sem humilhação, escuta sem preconceito e atenção aos fatos, inclusive para avaliar o que foi anunciado, o que foi realizado e quais mudanças chegaram, de fato, à população.

No tempo eleitoral, escolhas responsáveis exigem informação confiável e respeito à consciência de cada pessoa. Mais do que alimentar a divisão, é possível fazer do debate uma oportunidade para conversar sobre saúde, direitos, proteção social e caminhos concretos para cuidar da vida em comum.

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O projeto ‘Encantar a Política’ tem a proposta de compreender a política como serviço ao bem comum, ensino social, à dignidade humana e à defesa da Casa Comum. É uma iniciativa inspirada na Doutrina Social da Igreja e nas encíclicas Fratelli Tutti entre outras. Siga nosso instagram https://www.instagram.com/encantarapolitica/