TSE assina pacto com 50 entidades de fé por “tolerância” nas eleições
Correio Braziliense
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, assinou nesta quinta-feira (3/9), em Brasília, o pacto de paz e tolerância para as Eleições de 2026. A assinatura tem como estratégia buscar o apoio direto de lideranças religiosas para garantir um ambiente eleitoral sem violência.
O encontro reuniu cerca de 50 líderes da sociedade civil e das mais diversas vertentes religiosas, de padres e pastores a babalorixás, monges budistas, espíritas e representantes de comunidades islâmicas, israelitas e anglicanas. O pacto também contou com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil.
O objetivo é engajar as lideranças ecumênicas na disseminação de mensagens de respeito mútuo, não-violência e valorização do pluralismo de ideias ao longo da corrida eleitoral.
A articulação reedita e amplia a iniciativa criada por Edson Fachin em 2022, apostando na capilaridade dos líderes religiosos para pregar o respeito ao pluralismo e conter os ânimos no pleito que se aproxima.
Fachin lembrou que o compromisso “paz e tolerância nas eleições” foi criado como um chamado às organizações religiosas e à sociedade civil para que se unissem à Justiça Eleitoral na preservação da “serenidade do processo democrático”.
Ele disse que a legitimidade das urnas também é construída a partir do respeito à cidadania e à convivência democrática. “Discordar não é, nem pode ser, sinônimo de odiar”, disse Fachin.
O ministro destacou que quatro anos depois, a gestão do ministro Nunes Marques dá continuidade à iniciativa, abrangendo temas como o combate à desinformação e o uso responsável das novas tecnologias no debate público. Para o presidente do STF, a continuidade mostra que a Justiça Eleitoral preserva seus valores independentemente de quem esteja à frente da instituição. Segundo ele, boas iniciativas pertencem ao Estado e à sociedade, e não a uma gestão específica.
O ministro salientou que a democracia depende também da capacidade de conviver com opiniões diferentes, e que a confiança nas instituições e no sistema eleitoral deve estar acompanhada do respeito à diversidade de ideias.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, disse que a iniciativa busca fortalecer a democracia e reafirmar o pluralismo político. Ele frisou que essa pluralidade exige diálogo, tolerância e respeito às diferenças.
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