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Boletim ‘Pela Verdade na Política’ chama atenção para a responsabilidade do voto nas eleições 2026

Boletim ‘Pela Verdade na Política’ chama atenção para a responsabilidade do voto nas eleições 2026

por Vívian Marler / Projeto Encantar a Política

A publicação da ‘Comissão de Justiça e Paz da Família Dominicana do Brasil’ propõe reflexão sobre democracia, compra de votos e escolha dos representantes.

Em tempos de promessas fáceis, discursos bem ensaiados e aproximação repentina de candidatos às comunidades, o primeiro número do boletim “Pela Verdade na Política” faz um alerta direto, ‘eleição é coisa séria’.

Lançado pela ‘Comissão de Justiça e Paz da Família Dominicana do Brasil’, um dos realizadore do ‘Projeto Encantar a Política’, o boletim foi preparado para ser lido, compartilhado e debatido nas comunidades, entre vizinhos, grupos pastorais, movimentos sociais e organizações populares.

A proposta é simples, mas necessária, ajudar o povo a olhar com atenção para o processo eleitoral de 2026 e compreender que o voto não deve ser definido apenas por palavras bonitas, apertos de mão ou favores oferecidos em período de campanha.

Com uma linguagem acessível e marcada pelo compromisso cristão com a verdade, a publicação convida homens e mulheres a exercerem a cidadania com responsabilidade. O texto recorda que, para os discípulos e discípulas de Jesus, a busca pela verdade também precisa alcançar a vida pública. “Lutemos, irmãs e irmãos, para que a Verdade prevaleça, também neste tempo pré-eleitoral, pois somos discípulos e discípulas do Mestre Jesus”.

O boletim parte de uma constatação, todas as eleições são importantes, mas algumas acontecem em momentos especialmente decisivos para a vida do país.

A publicação destaca que, por meio do voto, a população escolhe seus representantes para o Poder Executivo e para o Poder Legislativo. São essas pessoas que irão governar, elaborar leis, definir orçamentos e influenciar políticas públicas que atingem diretamente a vida da população.

Por isso, o eleitor não deve prestar atenção somente à disputa pela Presidência da República. A escolha de deputados e senadores também possui grande impacto no futuro do Brasil.

É no Congresso Nacional que são discutidas e aprovadas leis que podem ampliar ou restringir direitos, fortalecer ou enfraquecer políticas sociais e definir prioridades para o uso dos recursos públicos. Mesmo quando as decisões parecem distantes, elas chegam ao cotidiano das famílias, dos trabalhadores, das comunidades e das pessoas mais vulneráveis.

O boletim chama atenção para o fato de que, muitas vezes, a população acompanha mais de perto a eleição para o Executivo e se esquece de quem escolheu para representá-la no Legislativo. Depois da votação, os nomes acabam sendo esquecidos, enquanto seus mandatos continuam produzindo consequências para toda a sociedade.

Um dos principais temas abordados na publicação é a compra de votos. O boletim lembra que essa prática pode aparecer de diferentes maneiras, dinheiro, cestas básicas, favores, festas, shows, promessas pessoais, obras e outros benefícios oferecidos em troca de apoio eleitoral.

O texto ressalta que, por trás de uma vantagem imediata, pode existir um mecanismo de dependência que mantém comunidades inteiras em situação de vulnerabilidade. O favor recebido hoje pode custar caro nos anos seguintes, quando o representante eleito deixa de trabalhar pelo interesse coletivo e passa a agir em benefício próprio ou de grupos que financiaram sua campanha.

A compra de votos também enfraquece a democracia porque transforma um direito político em mercadoria. O eleitor deixa de ser visto como cidadão e passa a ser tratado apenas como instrumento para alcançar o poder.

O boletim recorda ainda a importância da mobilização popular no combate a essa prática. A sociedade civil participou da construção de iniciativas como a Lei nº 9.840/1999, que possibilitou maior punição para casos de compra de votos, e da ‘Lei da Ficha Limpa’, também fruto de mobilização e iniciativa popular.

Essas conquistas mostram que a participação cidadã não termina diante da urna. Ela continua na fiscalização, na denúncia e na organização da sociedade.

A publicação também faz uma análise crítica da composição do Legislativo brasileiro. Questiona, por exemplo, se o Congresso representa de fato a diversidade da população, trabalhadores e empresários, mulheres e homens, pessoas negras e brancas, trabalhadores rurais, povos tradicionais e representantes do agronegócio.

A pergunta é importante porque as decisões tomadas no Parlamento interferem na vida de todos, mas nem sempre os diferentes grupos sociais possuem o mesmo espaço de representação.

O boletim alerta para a necessidade de acompanhar os votos e as posições dos parlamentares. Um candidato pode fazer uma campanha com discursos favoráveis ao povo, mas, depois de eleito, votar contra direitos sociais ou apoiar medidas que prejudicam as comunidades que afirma defender.

Conhecer o histórico do candidato e do partido, acompanhar sua atuação e verificar quem financia sua campanha são atitudes fundamentais para uma escolha consciente.

Embora tenha um tom firme e faça uma leitura crítica do cenário político brasileiro, o boletim não se apresenta apenas como um texto de denúncia. Ele é, sobretudo, um convite à responsabilidade coletiva.

A publicação pretende estimular conversas nas comunidades e ajudar as pessoas a não se sentirem impotentes diante dos desafios políticos. Sua mensagem é de que a democracia pode ser fortalecida quando o povo se informa, se organiza e participa.

A Comissão de Justiça e Paz da Família Dominicana do Brasil anuncia que o boletim terá edições mensais, com a intenção de acompanhar o período pré-eleitoral e contribuir para o debate público ao longo de 2026.

Ler o material é uma oportunidade de refletir sobre o valor do voto, os riscos da compra de consciência e a importância de escolher representantes comprometidos com a justiça, a democracia e os direitos da população.

O boletim “Pela Verdade na Política – Eleição é coisa séria!” foi feito para circular. Leia, compartilhe e converse sobre seu conteúdo com a família, os vizinhos, os grupos da comunidade, as pastorais e os movimentos sociais.

A democracia precisa de cidadãos atentos. E a verdade, para produzir frutos, precisa ser conhecida, debatida e defendida por todos.

Clique no link para ler o BOLETIM 01 PELA VERDADE NA POLÍTICA 2026 – 1-1_20260625_185831_0000

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O projeto ‘Encantar a Política’ tem a proposta de compreender a política como serviço ao bem comum, ensino social, à dignidade humana e à defesa da Casa Comum. É uma iniciativa inspirada na Doutrina Social da Igreja e nas encíclicas Fratelli Tutti entre outras. Siga nosso instagram https://www.instagram.com/encantarapolitica/