Crise climática pauta eleições de 2026
Nas eleições de 2026, a crise climática deixou de ser apenas um tema técnico e passou a influenciar diretamente a decisão de voto de até 67% da população. A cobrança por planos de transição energética, desmatamento zero e medidas contra os impactos de eventos extremos, como o El Niño, força candidatos e candidatas a levarem o clima para os palanques. Organizações como o Observatório do Clima e o Fórum de Mudanças Climáticas entregaram propostas concretas para barrar retrocessos socioambientais.
Acompanhe o Editorial com a professora Márcia Oliveira. Transcrição do audio no link https://redenoticiasdamazonia.com.br/2026/08/06/crise-climatica-pauta-eleicoes-de-2026/
Nas eleições de 2026. A crise climática deixa de ser apenas um tema técnico e passa a influenciar diretamente a decisão do voto de até 67% da população. A cobrança por planos de transição energética, desmatamento zero e o impacto de eventos extremos impulsionados pelo ano e pelos impactos de projetos capitalistas no clima fóssil. Os candidatos e as candidatas a levarem o clima para os palanques.
A maioria da população, especialmente na Amazônia, enxerga o peso do clima como fundamental na escolha de representantes políticos no Executivo federal, no Senado, no Parlamento, nos governos estaduais. A forte incidência de eventos climáticos extremos tem colocado a infraestrutura, energia e agricultura no radar imediato dos presidenciáveis. Organizações reunidas em redes como Observatório do Clima, o Fórum de Mudanças Climáticas entregaram recentemente propostas concretas para barrar retrocessos socioambientais e exigir compromissos reais nos programas de governo.
Por outro lado, o racismo ambiental e a crise climática exigem centralidade nas eleições de 2026. Os impactos de eventos extremos atingem de forma desigual periferias urbanas, populações negros e povos tradicionais, pautando cobranças por planos de adaptação justa, demarcação de território e financiamento voltado a quem mais sofre com a vulnerabilidade climática. As populações periféricas sofrem com deslizamentos de terras e enchentes devido à falta de saneamento e moradia segura.
Povos indígenas e quilombolas enfrentam pressões sobre os seus territórios e os efeitos diretos da degradação ambiental. O racismo estrutural empurra grupos vulneráveis para áreas de risco ecológico. Diante disso, estejamos atentos e atentas e façamos valer o nosso voto consciente na defesa da vida, da casa comum e da ecologia integral.
Um forte abraço e até a próxima.
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O projeto ‘Encantar a Política’ tem a proposta de compreender a política como serviço ao bem comum, ensino social, à dignidade humana e à defesa da Casa Comum. É uma iniciativa inspirada na Doutrina Social da Igreja e nas encíclicas Fratelli Tutti entre outras.
